7 dicas para otimizar a tomada de decisões no seu negócio

A tomada de decisões é um processo que exige bastante foco e preparação por parte do gestor. Quer saber mais sobre esse processo? Confira agora mesmo!

Por Felipe Baeta

10 minutos de leitura


Quem gerencia um negócio ou equipe de colaboradores precisa ter competência e pulso firme para otimizar a tomada de decisões. Em geral, as reações devem ser rápidas, e qualquer atraso ou falha pode prejudicar os resultados da empresa.

Apesar de parecer simples, a tomada de decisão não é algo tão fácil para alguns gestores, já que boa parte desse pessoal sofre na hora de definir um caminho a ser seguido — especialmente em demissões, contratações, implantação de um projeto ou adoção de uma nova política organizacional.

A boa notícia é que existem diversas formas de aprimorar e simplificar a tomada de decisões no âmbito empresarial. Ficou interessado? Então acompanhe as dicas a seguir para tornar esse processo mais estratégico e natural.

1. Seja flexível

Se você é um profissional que costuma acumular muitas informações antes de agir? Chegou a hora de mudar sua maneira de pensar, pois o mercado se atualiza muito rapidamente e, assim, exige reações ágeis.

Além disso, confie sempre na sua intuição para escolher o melhor caminho, afinal de contas, você tem bagagem, conhecimento e vivência sobre o seu negócio. Levante todas essas virtudes e esteja convicto de que obterá sucesso na maioria das vezes.

Vale reforçar que as decisões rápidas podem não dar certo logo de cara. Por outro lado, as de longo prazo precisam funcionar muito bem, pois, em geral, elas envolvem muitas pessoas e recursos, como a satisfação dos colaboradores e clientes, bem como a economia e a imagem da empresa. O “pulo do gato” está em ser flexível, para evitar frustrações.

2. Categorize as decisões

O volume e variedade de decisões que um gestor deve tomar é grande, sendo que pode causar espanto em determinados períodos. Elas podem ser simples de resolver, como quando contratar ou demitir um funcionário, ou mais complexas, como selecionar as melhores tecnologias de trabalho para a sua equipe ou de que maneira gerir planos de saúde.

Logo, para otimizar decisões, é fundamental classificá-las. Alguns parâmetros podem ser aplicados para ajudar nesse processo:

  • Por que essa decisão deve ser tomada com urgência?
  • Qual é o objetivo dela?
  • É possível evitar as consequências?
  • Ela é definitiva ou pode ser alterada?
  • Quais setores sentirão os impactos dessa escolha?

Esses questionamentos ajudarão você a separar as decisões por categoria, a fim de facilitar seu trabalho e conservar sua energia mental.

3. Utilize a Lei de Parkinson (Economia de tempo)

Segundo o historiador britânico Cyril Northcode Parkinson “O homem mais ocupado é o que tem mais tempo livre”. Ou seja, ele quis dizer que as pessoas escolhem suas próprias tarefas, e o que muda não é o tempo disponível, e sim o rendimento durante o período de execução.

A Lei de Parkinson funciona da seguinte maneira: se você tem quatro horas para finalizar uma tarefa que consumiria duas horas, você encontrará outras formas de preencher essas quatro horas. No entanto, quando os últimos minutos estão próximos, você certamente sentirá a pressão para terminar suas obrigações.

Para colocá-la em prática, é necessário exercitar os seguintes truques mentais:

  • criar um falso sentido de urgência: assim, você desenvolve um estímulo de conclusão e evita distrações;
  • gerenciar seu dia a dia com criatividade: seja criativo para favorecer o surgimento de ideias que possam servir de gatilho para suas decisões. Monte uma rotina desafiadora e dinâmica para favorecer o sucesso diário;
  • definir prazos para todas as suas obrigações: é bom não deixar que as tarefas ocupem o dia todo. Estipule períodos para finalizar atividades específicas e, se faltar ânimo, mude de item, em vez de desperdiçar tempo com assuntos esporádicos;
  • monitorar sua rotina de gestão empresarial: preste atenção a tudo que você faz para se autoconhecer. Isso pode agilizar a tomada de decisões;
  • criar incentivos para concluir suas obrigações com antecedência: mentalize o tempo livre que você terá após finalizar suas tarefas. Pense em algo que você pode curtir nas horas vagas para se distrair e recarregar as energias.

Ao colocar a restrição de tempo na sua vida profissional, você se tornará mais rápido e eficiente em suas futuras decisões, o que elevará o desempenho do seu negócio.

4. Aposte no potencial da tecnologia

Alie-se à tecnologia para melhorar sua performance. Hoje, até pequenas empresas já utilizam softwares de gestão, que são adotados para integrar dados, aprimorar a comunicação interna, automatizar tarefas e fazer um controle financeiro mais acertado, entre outras atividades.

Com o apoio das ferramentas tecnológicas apropriadas, você consegue tomar decisões com base em informações realistas, pois elas são coletadas e salvas em tempo real e podem ser acessadas a qualquer hora e lugar. Assim você e sua equipe consumirão menos tempo com obrigações burocráticas e focarão naquilo que realmente importa para o sucesso da empresa.

5. Avalie os impactos da tomada de decisões

É sempre bom verificar o efeito que as decisões podem gerar antes de “bater o martelo”. Portanto verifique se as informações sobre as alternativas são realistas e confiáveis. Isso garantirá que a etapa decisória traga mais resultados positivos do que negativos.

Uma sugestão é reunir-se com todos os envolvidos para discutir conclusões preliminares, identificar falhas e formar ideias criativas. Em caso de incertezas, examine tudo de forma minuciosa para detectar o que precisa ser evitado.

6. Defina os indicadores apropriados

Para acompanhar o andamento do negócio, é importante escolher bons indicadores. É dessa maneira que você consegue averiguar o progresso da empresa, além de constatar se é necessário alterar decisões ou se tudo está sendo cumprido à risca.

Nesse sentido, indicadores de desempenho variam bastante e dependem de vários fatores, como o porte do empreendimento e o segmento de mercado. Contudo os índices gerais são relacionados às operações internas, às finanças e à produtividade da equipe. Mais uma vez, as ferramentas de gestão podem ajudar na obtenção desses números graças à sua capacidade de controlar informações em tempo real.

7. Tenha um plano B para remediar eventualidades

Nenhuma decisão é isenta de imprevistos. A propósito, grande parte desses imprevistos podem ser mensurados por meio de uma análise minuciosa da situação.

Nesse sentido, imagine cenários de possíveis incidentes e problemas que poderão surgir considerando as experiências já adquiridas na sua vida profissional, bem como os padrões de ocorrências diárias na empresa. Ao averiguar essas possibilidades, defina planos B compatíveis com suas decisões.

E então, o que achou das nossas dicas e sugestões para a tomada de decisões no seu negócio? Se você colocá-las em prática, terá grandes chances de obter sucesso nas suas ações sem comprometer o andamento operacional e nem prejudicar o trabalho dos funcionários. O segredo está em avaliar os riscos de cada escolha antes de definir por qual caminho seguir.

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